Um estudo levado a cabo por membros do Instituto de Educação e Psicologia da Universidade do Minho mostra que há uma maior probabilidade de os filhos de fumadores virem a fumar. A diferença de menos de dois valores percentuais entre ambos os casos resulta de mais de 1.000 inquéritos realizados em sete escolas básicas dos segundo e terceiro ciclos de Braga no ano lectivo de 2002/2003.
“Relação entre o tabagismo dos pais e o consumo de tabaco dos filhos: implicações para a prevenção” é o nome do trabalho cujos resultados indicam há mais fumadores diários no grupo dos estudantes cujos pais fumam. O valor, de 5,2 por cento, supera o dos filhos de não fumadores – 3,3 por cento.
Uma diferença maior é aquela que separa os discentes fumadores que partilham o hábito com as respectivas mães daqueles cujas progenitoras não fumam: 8,7 por cento é o valor encontrado para o primeiro caso, ao passo que o segundo grupo fica-se pelos 3,1 por cento.
Hoje é assinalado o Dia Mundial Sem Tabaco
A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu ontem que os Governos de todo o mundo sejam sensíveis à necessidade de combater os malefícios do tabagismo, proibindo os cidadãos de fumar em público. “Não existe um nível de exposição [das pessoas ao fumo] sem perigo”, garantiu a directora-geral da organização, Margaret Chan.
O sítio da OMS na Internet revela que o tabaco é a “principal causa de mortalidade evitável no mundo, sendo responsável pela morte de cinco milhões de pessoas todos os anos”.
A Eurosondagem publicou na semana passada os resultados de um inquérito levado a cabo nos países da União Europeia. O estudo mostra que 90 por cento dos portugueses está a favor da proibição de fumar em espaços públicos fechados.