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Foto: spore.cta.int
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Centro tecnológico de excelência da área da saúde a ser preparado no Norte
Universidade do Minho com papel determinante no projecto

Está já em fase de conclusão um centro tecnológico no Norte de Portugal. Incorporando investigação aplicada e produção industrial, o espaço está a ser atentamente seguido por laboratórios e empresas de Guimarães, Braga e Porto e pelas universidades do Minho (UM) e do Porto (UP).

O projecto em marcha vai candidatar-se ao programa Pólos de Competitividade e Tecnologia, do Plano Tecnológico do governo português, que é financiado pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN). A sua concretização significará uma possível captação do interesse de empresas multinacionais, elevando aos 250 milhões de euros o investimento previsível e criando cinco mil postos de trabalho qualificados.

O projecto é desenvolvido em parceria com o departamento de engenharia da UM e por entidades associadas à UP: o IPATIMUP (Patologia e Imunologia Molecular), o INEGI (engenharia mecânica) e o INESC (engenharia de sistemas).

O director-geral do centro, Joaquim Magalhães Cunha, releva que as áreas de trabalho concretas ainda estão a ser definidas, mas não deverão ser mais do que "três ou quatro nichos de mercado" com "impacto à escala global". Entre estas áreas contam-se, por exemplo, os novos materiais regenerativos, os novos tecidos técnicos ou a incorporação de tecnologia electrónica em instrumentos médicos.

CCDRN escolheu Norte com motivos estratégicos

A escolha do Norte português por parte da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN) deveu-se à concentração de meios: a maior quantidade de doutorados na área cientifica, os investigadores da UM e a iminente instalação do Instituto de nanotecnologia, o trabalho bom e barato na região e a proximidade relativamente ao grosso da industria têxtil.

O Presidente da CCDRN, Carlos Lage, afirma que o Norte precisa deste pólo "como de pão para a boca". Só assim se passou à fase seguinte, a de "identificar as áreas nas quais a região pode ser competitiva e, dentro dessas, medir a dimensão certa", garante.

A vice-presidente da estrutura, Cristina Azevedo, afirma que o objectivo agora é o de aproveitar os recursos humanos e materiais e o conhecimento das entidades do Porto, Braga e Guimarães e dar lugar à investigação de produtos e à sua produção industrial.

 

 

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